Novembro é o mês da Diabetes

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Mês dos Diabetes

No passado dia 14 de Novembro celebrou-se o Dia Mundial da Diabetes, criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF), em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2013 estimava-se uma prevalência de mais de mais de 1 milhão de portugueses com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos de idade. No organismo a glicose é utilizada pelas células como fonte de energia, no entanto é necessário insulina que vai produzir uma espécie de porta de entrada para a glicose. Num organismo saudável é produzida uma quantidade suficiente de insulina relativamente à quantidade de glicose que se encontra em circulação, ou seja, se os níveis de glicémia aumentam o pâncreas vai libertar mais insulina para que a glicose entre nas células e seja utilizada como energia. Existem três tipos principais de diabetes. Na diabetes tipo I existe uma grande destruição das células produtoras de insulina pelo que é necessária terapêutica com a mesma para o resto da vida. Assim, este tipo de diabetes não está diretamente relacionado com um estilo de vida menos saudável como no tipo II. Na diabetes tipo II existe um desequilíbrio no metabolismo da insulina, ou seja, tanto existe um défice na produção de insulina como há também uma resistência à mesma. A componente hereditária, a obesidade e o sedentarismo apresentam-se como os principais fatores de risco, sendo que os dois últimos podem e devem controlados como forma de prevenção.

Diabetes Gestacional

A diabetes gestacional ocorre em cerca de 1 em cada 20 grávidas que não tinham diabetes antes da gravidez, e geralmente deixa de existir quando esta termina. Contudo, sabe-se que aumenta a probabilidade destas mulheres virem a desenvolver diabetes tipo II se não houver nenhum tipo de prevenção nesse sentido. Numa grávida com diabetes é necessário que haja um controlo da glicemia através da alimentação e, por vezes, através de insulina para que não haja complicações tanto para a mãe como para o bebé.

Em relação à alimentação existem algumas estratégias preventivas e fáceis que podemos aplicar no nosso dia-a- dia:

  • fazer intervalos regulares entre refeições –  para quem não tem este hábito poderá ser uma boa ideia colocar um alarme no início;
  • ingerir duas e três peças de fruta ao longo do dia nos seus snacks –  juntamente com um iogurte, ou sob a forma de puré ou mesmo sumo natural, sendo que nestas duas últimas opções haverá sempre alguma perda nutricional;
  • preferir fontes de hidratos de carbono complexas como as leguminosas ou a batata-doce e o pão mais escuro (atenção que muitas vezes o pão é escurecido através da adição de malte e isso não significa que seja mais rico em fibras), porque implicam uma digestão mais lenta, menos picos glicémicos e maior saciedade;
  • limitar o consumo de alimentos mais açucarados como os refrigerantes e bolos, reservando-os apenas para ocasiões especiais;
  • introduzir gorduras melhores na rotina através do consumo moderado de frutos secos e peixes gordos como a sardinha, o salmão e o atum.

Lembre-se que a alimentação inadequada foi considerada o principal fator para a redução de anos de vida saudável dos portugueses em 2014!

Marta Magriço

Nutricionista 2153N

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