VAMOS TRATAR DO SEU FILHO!

Cinesioterapia respiratória
Ginástica respiratória em crianças, fisioterapia respiratória pediátrica

A famosa “Bronquiolite”. O que é, como aparece e porquê?

A bronquiolite é uma infecção dos pulmões:

Infecção
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Produção exagerada de secreções
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Inchaço das minúsculas vias respiratórias no interior dos pulmões
|
Estreitamento das vias respiratórias Respiração torna-se difícil para a criança.

Atinge maioritariamente crianças até aos dois anos de idade sendo que grande parte dos casos ocorre entre os 3 e os 6 meses de idade. A infecção é mais frequente no Inverno e no início da Primavera.

Apesar da maioria dos casos de bronquiolite ser causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), existem outras causas responsáveis pelo desenvolvimento de problemas respiratórios:
Bactérias;
Infecções respiratórias prévias “mal curadas”;
Reacção à inspiração de ar frio;
Otite;
Nascimento de novos dentes;
Etc.

A criança, por reacção, produz “ranho” no nariz. Se este não for limpo pode descer para o interior dos pulmões. Se as crianças vão produzindo secreções sem as deitar fora, esta acumulação é o espaço ideal para que as bactérias se desenvolvam, causem inflamação e seguidamente bronquiolite.

Os sinais estão instalados! O médico pediatra recomendou ginástica respiratória.

Quando há necessidade de recorrer à ginástica respiratória?

A ginástica respiratória, mais correctamente, fisioterapia respiratória é recomendada quando há obstrução do nariz ou pulmões por excesso de secreções e o bebé ou criança não está a conseguir libertá-las. Porquê?

– A tosse não é eficaz (bebés pequenos);
– As secreções encontram-se nas vias pulmonares mais profundas e para que a criança as possa libertar, estas terão primeiro de “subir”;
– A criança tosse, a tosse está solta, mas o excesso de secreções é tanto que o bebé não consegue libertar o suficiente para que não haja acumulação e infecção;
– Embora a tosse pareça solta, não está a ser eficaz porque as secreções estão muito espessas. A criança deve beber muitos líquidos para hidratar e soltar as secreções.
– A infecção está instalada e com o estreitamento das vias pulmonares, só a tosse natural não é eficaz para expulsar as secreções;

Podemos então considerar que as técnicas de fisioterapia são uma ajuda e um método auxiliar para que o bebé ou criança recupere mais depressa. Se a criança conseguir fazê-lo sozinha, deveremos estimular esse sucesso e não intervir!

O que é a ginástica respiratória?

É a aplicação de técnicas de fisioterapia como a desobstrução nasal, a expiração rápida, expiração lenta prolongada, associada (ou não) à tosse provocada, realizadas por fisioterapeutas com formação específica nesta área.

Estas manobras consistem na reprodução do movimento normal da inspiração e expiração através das mãos do fisioterapeuta, com o objectivo de mobilizar e eliminar as secreções e não representa qualquer risco para a criança!

É feita sem aspirações – meio não invasivo e promove um alívio mais rápido dos sintomas respiratórios como redução da falta de ar, diminuição da tosse e aumento do apetite.

O que vai acontecer durante a sessão?

1. É importante falar com os pais para perceber qual a situação clínica da criança.

Para conseguir ajudar a fisioterapeuta tente registar:
– O padrão de sono da criança;
– O padrão alimentar da criança;
– A regularidade com que se hidrata;
– A evolução do tipo de tosse;
– A evolução da febre;
– Comparação do estado de energia da criança em relação ao normal.

2. Auscultação

3. Cruzar os dados dos pais e do pediatra com os dados que a fisioterapeuta considera pertinentes e definir quais as técnicas a aplicar.

Antes de iniciar a sessão é explicado à mãe o que irá acontecer e o porquê das técnicas escolhidas.

4. Tratamento

Realização das técnicas que consistem na limpeza do nariz e na aplicação de movimentos ritmados e com alguma pressão sobre o tórax da criança para facilitar a subida das secreções e respectiva saída. A mãe pode ficar a assitir

Quanto tempo demora?

Uma sessão demora aproximadamente entre 30 a 45 minutos (incluindo a conversa e diagnóstico inicial).

A ginástica respiratória em si demora cerca de 20 minutos onde a fisioterapeuta realiza pausas sempre que o bebé dá indicação de que está cansado. Nestes momentos, a mãe poderá abraçar e acalmar o bebé variadas vezes durante a sessão.

Poderá constatar que nestes momentos de pausa a criança acalma imediatamente o que nos diz que o alívio proporcionado é superior à ansiedade provocada. A ansiedade é apenas momentânea e não traumatiza o bebé.

Quantas sessões são necessárias?

Não podemos definir um número certo e estipulado de sessões. Dependerá da capacidade de recuperação do bebé e da gravidade clínica. No entanto a Fisioterapia Mães&Filhos® verifica uma média de 3 sessões até o bebé conseguir lidar com a situação autonomamente.

Em que situações se abdica de fazer a ginástica respiratória?

Existem situações pontuais em que a fisioterapeuta poderá não actuar, e a mãe deverá contactar novamente o médico pediatra:
– Bebé/criança está com febre;
– Bebé/criança está com sinais de dificuldade respiratória (incluindo sibilos ouvidos na auscultação)
– As secreções estão muito secas e a tosse não é produtiva;
– Bebé/criança é auscultado, verifica-se que tem secreções em quantidade reduzida e q eu sozinho é capaz de removê-las.

Como já foi referido é importante estimular as defesas naturais do bebé e a Mães&Filhos não quer bebés preguiçosos!

VAMOS DESMISTIFICAR A GINÁSTICA RESPIRATÓRIA!

A pressão aplicada no toráx NÃO provoca dor ou constitui algum tipo de perigo para a criança. Ajuda a tirar o ar todo do pulmão de modo a promover a subida das secreções.

O choro pode ser considerado um amigo nesta situação. A vibração que provoca é transmitida às vias aéreas pulmonares o que ajuda no descolamento das secreções.

– Depois das secreções terem subido e já estarem soltas, estão prontas para serem expelidas. Aqui entra uma personagem importante – A tosse. A criança vai tossindo naturalmente durante a sessão e vai engolindo as secreções. Algumas crianças são mais preguiçosas ou devido ao cansaço não tossem no momento em que as secreções estão prontas para sair. Nestas circunstâncias a tosse é provocada através de um toque na garganta.

– A expectoração engolida vai para o estômago e não provoca um agravamento da situação clínica pois a acidez deste órgão mata as bactérias ou vírus. A Fisioterapia Mães&Filhos® não está de acordo com a provocação do vómito durante a sessão.

Existem duas situações em que os pais poderão comprovar que as secreções engolidas acabarão por sair:
– Através de um cocó mais fluido ou com aspecto mucoso;
– O bebé/criança vomita as próprias secreções. Este processo é natural e assim deverá manter-se.

Durante a ginástica respiratória é provável que a criança chore, esperneie, chame pela mãe ou tente tirar as mãos da fisioterapeuta do seu corpo. É importante informar os pais que tal irá acontecer pois muitas vezes o casal não está preparado e fica assustado ao ver o seu filho ansioso.

O choro, esperneio ou inquietação será o reflexo de que o bebé apenas não está a gostar que o agarrem à força e o obriguem a sujeitar-se à introdução de soro nas narinas e de alguma pressão no tórax.

Resumindo, A intervenção do fisioterapeuta tem como objectivos eliminar ou reduzir a obstrução, prevenir a falta de ar e prevenir futuras complicações. É importante realçar que nenhuma destas técnicas provoca dor ou é prejudicial para o bebé. No entanto é claramente desconfortável, explicando a ansiedade do seu filho.

Quais as vantagens deste serviço?

Durante o período em que a criança está em convalescença é importante não sair de casa e não ser submetida a diferenças de temperatura ou respirar ar frio (principalmente pela boca). Assim, o facto de irmos a sua casa previne recaídas e permite-lhe ajustar o tratamento à rotina da criança e aos seus horários.

Durante o inverno a mesma criança poderá ter vários problemas respiratórios. Quando a Fisioterapia Mães&Filhos® já conhece a história clínica da criança, a sua maneira de reagir e quais os sinais a ignorar ou dar atenção, a ginástica respiratória poderá ser vista como um método de prevenção, ou seja, actua antes de se desenvolver a crise.

Para um melhor acompanhamento da situação do seu filho, a Fisioterapia Mães&Filhos® valoriza a comunicação entre o médico pediatra e a fisioterapeuta. Assim, actua consoante as indicações médicas passadas à mãe (se necessário poderá falar directamente com o pediatra), e deixa um relatório com informação referente ao estado do bebé após tratamento. Este feedback ajuda o médico pediatra a gerir a medicação e tratamento da doença. Juntos procuramos o melhor para o bem-estar do seu filho!

Tratamento

Caso 1 – Após auscultação:
O bebé já consegue lidar sozinho com a situação, não beneficia de fisioterapia respiratória.
A fisioterapeuta não intervém.

Caso 2 – Após auscultação:
Confirma-se que o bebé beneficia da fisioterapia respiratória
A fisioterapeuta dá início à sessão de fisioterapia respiratória

Em qualquer uma das opções a Fisioterapia Mães&Filhos® deixa um relatório com o diagnóstico do bebé e se necessário poderá entrar em contacto com o médico pediatra.

Onde

Em sua casa
Poderá usufruir do tratamento em sua própria casa.

Com prescrição médica para a fisioterapia respiratória e recibo da Fisioterapia Mães&Filhos® poderá pedir o reembolso junto do seu seguro do bebé.

Material

A Fisioterapia Mães&Filhos® leva o material necessário.

Quer saber ainda mais?

Massagem no bebé

A massagem infantil é um momento único de partilha. É uma ferramenta que permite aos pais e outros adultos que contactam com crianças remodelar a interpretação que o bebé faz do mundo, para libertar a sua dor, medos, abrindo-se a um estado de maior alegria.

É através de um contacto com pele, que pais e filhos se encontram com exclusividade, dando assim mais qualidade às suas relações e transmitindo, uns aos outros, confiança e segurança, para chegar a um entendimento mais profundo, que os acompanhará durante toda a vida. Além de todos estes benefícios ao nível da partilha, troca, vínculo e conhecimento entre pais-filhos, a massagem traz ainda benefícios a outros níveis.

A fisioterapia identifica-se com a Massagem Shantala e é este o método que pratica. Não existem registos de como surgiu, apenas se sabe que teve início no Sul da Índia e que advem da tradição das mães ensinarem as filhas a massagar o seu bebé. A descoberta foi feita por um médico ginecologista e obstetra francês, Dr. Frédérick Leboyer.

Através da pele massajada (que no recém-nascido é cerca de 19% do seu peso total) este órgão participa em diferentes sistemas fisiológicos beneficiando:

Sistema hormonal: Diminui as hormonas de stress, promovendo um sono mais tranquilo, favorecedor da libertação da hormona do crescimento.

Sistema imunitário: Bebés mais tranquilos mantêm o equilíbrio do sistema imunitário

Sistema gastro-intestinal: A massagem facilita a digestão, promove o alívio de cólicas e gases, diminuindo a dor ou tensão intestinal.

Sistema respiratório: Equilibra a respiração e promove a libertação de expectoração.

Sistema circulatório: Estimula a circulação sanguínea e linfática, promovendo um aumento de oxigénio, contribuindo para uma eliminação de toxinas.

Sistema muscular: A massagem pode ter um efeito relaxante ou tonificante.

Sistema nervoso: Sendo a pele o maior órgão de comunicação de que o bebé dispõe, é através do tacto que se transmitem uma infinidade de mensagens. Estes estímulos externos são absorvidos e favorecem a estruturação das células nervosas cerebrais decorrente dos estímulos tácteis desenvolvidos ao longo da massagem numa corrente de afectos organizadores de bases fisiológicas e emocionais para o futuro.

A nível comportamental: Melhora resultados dos testes de desenvolvimento psicomotor, melhora dimensões temperamentais – emocionalidade/sociabilidade, diminui o tempo de choro, aumenta o tempo no estádio “vigília tranquilo” estado de consciência para aprender/comunicar.

A massagem pode beneficiar alguns casos especiais

– Bebés/crianças com defeciência visual ou auditiva – através do toque conhece-se a si mesmo, sentindo-se mais valorizado e amado, portanto: seguro;

– Bebés/crianças com problemas de paralisia e baixo tónus muscular, como é comum na síndrome de Down. Também auxilia no desenvolvimento de crianças com paralisia cerebral, autistas e hiperactivas;

– Bebés/crianças adoptados – aproximação e segurança neste momento em que pais e filhos precisam estabelecer um vínculo.

Desmame repentino – o toque poderá ser uma forma de consolo;

– Bebés/crianças hospitalizadas, inclusive bebés prematuros, são beneficiados com o contacto corporal ganhando peso em menos tempo.

Casos em que a massagem não deve ser realizada:

– Bebés/crianças em estado febril;
– Se o bebé/criança não quer, tem sono, tem fome ou está num momento de irritação.

Os profissionais e pais que fazem uso desta técnica observam um aumento da tranquilidade e desenvolvimento interpessoal e cognitivo das crianças, uma visível diminuição da agressividade e, sobretudo, um fortalecimento do vínculo afectivo entre profissional<->bebé ou pais<->filhos.

A necessidade de estimulação táctil (TOQUE) existe ao longo de toda a vida.Podemos viver sem ver, ouvir ou falar, mas não podemos viver sem sermos tocados!

Onde

Em sua casa
Poderá usufruir do tratamento em sua própria casa.

Material

A Fisioterapia Mães&Filhos® leva o material necessário.

Tratamento de lesões relacionadas com o bebé ou criança

A Fisioterapia Mães&Filhos® actua em patologias do bebé ou criança como fracturas, entorses, torcicolo congénito, alterações no desenvolvimento neuro-motor, paralisia cerebral, espinha bífida, lesões do plexo, traumatismos cranianos e síndromes ou doenças genéticas e hereditárias.

Em lesões temporárias como fracturas ou entorses a Fisioterapia Mães&Filhos® adapta a intervenção à idade da criança e pensa num plano de tratamento eficaz e divertido!

Muitas vezes, em bebés prematuros que não estão dentro da média no que diz respeito ao timming de aquisição de competências psico-motoras, pode dar-se um estímulo adicional ao bebé para que este possa saltar para o patamar de competências próprias da sua idade.

Em crianças com alterações a nível cerebral, a Fisioterapia Mães&Filhos® tem como objectivo potenciar as capacidades que a criança apresenta, para que estas possam atingir a máxima autonomia nas actividades do dia-a-dia, seja em casa, na escola, ou em qualquer outro contexto em que estejam integradas.

A intervenção em crianças depende de uma avaliação contínua, que se ajusta às diferentes etapas de crescimento e tem em consideração as características das diferentes patologias.

Diagnóstico

Realizado por fisioterapeuta e pedopsiquiatra em diferentes alturas – informação é cruzada e aglomerada sendo depois transmitida ao casal.

Tratamento

Sessões a definir segundo a avaliação e progressão de resultados

Onde

Em sua casa
Poderá usufruir do tratamento em sua própria casa.

Com prescrição médica para a fisioterapia respiratória e recibo da Fisioterapia Mães&Filhos® poderá pedir o reembolso junto do seu seguro do bebé.

Material

A Fisioterapia Mães&Filhos® conta com os brinquedos do bebé ou criança e leva outro material que seja mais específico e necessário para o tratamento.