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Pilates clínico adaptado ao período pós-parto

Porquê realizar pilates clínico no período pós-parto?

Algumas considerações específicas em relação ao período pós-natal e ao parto poderão ser controladas através do pilates clínico:

1. Fraqueza abdominal. Os músculos abdominais estão enfraquecidos e alongados. Esta fraqueza reflecte-se num pobre suporte lombar e da pélvis e muitas vezes a mãe tem dores nas costas (ver informação sobre pilates clínico).

A Diástase do Músculo Recto Abdominal (DMRA) e a função urinária devem ser avaliadas e tidas em conta antes de ser introduzido qualquer tipo de exercício abdominal global.

2. A DMRA demora até 5 meses/32 semanas a ser restituída.
O que é a DMRA?
Como o nome indica é a separação que existe entre o músculo recto abdominal esquerdo e o recto abdominal direito resultante do crescimento da barriga durante a gravidez. A separação verifica-se ao nível da linha alba e é nesta zona que poderemos perceber o grau de gravidade de uma DMRA.

Diástase gravidez e pós-parto

Diástase gravidez e pós-parto


Diástase gravidez e pós-parto

Uma mulher com DMRA exacerbada apresenta uma forma típica de abdómen.

Uma diástase não representa necessariamente gordura localizada, são coisas distintas. Podemos ter uma mãe com diástase e com gordura localizada (figura 1), mas a diastase pode ocorrer independentemente da gordura pois os factores que levam ao seu aparecimento resultam da distensão exagerada da barriga, da realização incorrecta de exercício na gravidez e claro de predisposição genética.

figura 1

Abd normal vs Abd pós-parto

Abd normal vs Abd pós-parto

figura 2 – Mãe com diástase que realizou abdominoplastia

A fisioterapeuta deverá avaliar a DMRA através da palpação. Um a dois dedos de distância está dentro da normalidade, mais que dois dedos será uma situação a ser vigiada e os exercícios deverão ser adaptados.

Evitar no pós-parto

Evitar no pós-parto


Abdominal na gravidez

Abdominal na gravidez

Aconselhe-se com um especialista em exercício e saúde da mulher. A Fisioterapia Mães&Filhos® possui a formação necessária para avaliá-la e ajudá-la.

3. Tendência a desenvolver incontinência urinária. Caso esteja instalada a perda de urina, não se realizam exercícios que aumentem a pressão intra-abdominal. Numa situação de incontinência, quando há aumento da pressão abdominal (através dos vulgares abdominais por exemplo) e os músculos do pavimento pélvico estão fracos, pode haver um aumento da disfunção urinária.

4. A estabilidade lombar está reduzida. Os músculos que conferem estabilidade á coluna e bacia estão fracos, a relaxina ainda está a actuar e a mãe tem de cuidar do bebé. Neste caso deve-se, após o tempo necessário para poder realizar exercício, estimular a estabilidade e fazer o ensino das melhores posturas e truques ergonómicos a adquirir enquanto cuida do seu bebé.

Benefícios de ser integrada e devidamente acompanhada numa turma de pilates clínico após o parto:
(Koltyn KF. Schutlles SS, 1997)

– Prevenir a fraqueza do pavimento pélvico e da incontinência urinária;
– Melhorar tónus muscular abdominal e reduzir a separação dos músculos abdominais (DMRA);
– Melhorar a forma física, voltando gradualmente á actividade física/desporto praticado antes da gravidez;
– Melhorar flexibilidade postura e aumentar força muscular;
– Prevenir dores a nível da coluna vertebral e lidar com sintomas de instabilidade pélvica;
– Perder peso, melhorar a auto-estima e ajudar a voltar a sentir o controlo do seu corpo;
– Reduzir a incidência de depressão pós-natal, além de outros benefícios psicológicos como a redução da sensação de isolamento, efeito sob o stress